segunda-feira, 9 de maio de 2011

Anjos das Ruas


Quem é aquele garoto de pé no chão?
Com a fisionomia pálida?
Está frio
E aquele garoto se encolhe,
Procurando um "por quê" com os olhos...
Por que é diferente...
O por que não pode brincar no parque
Sem ser expulso e chamado de menino de rua...
O por que não vai a escola,
Como as outras crianças...
O por que não tem um pai
Para jogar bola no fim de semana.
O por que não tem uma mãe para acordar de madrugada
Para ver se está quentinho em sua cama.
O por que não tem amigos,
Para ficar a tarde inteira no videogame.
Ele chora...
E não tem ninguém para lhe ensinar
o por que o coração doe,
E as lágrimas nascem...
Está sozinho...
Com frio, fome e carência...
Garoto inocente,
Que não quer matar e nem roubar,
Mas sim ganhar amor e carinho.
Garoto que sonha em ser jogador de futebol.
Garoto igual aos outros...
Mas sem lar...
Anjo da Madrugada
Que mora nos becos da vida
Anjo Inocente...
Anjo Criança...
Anjo Carente...
É esse garoto,
O Anjo Das Ruas.



LIÇÃO DE VIDA

Um belo dia de sol, Sr. Mário, um velho caminhoneiro
chega em casa todo orgulhoso e chama a sua esposa
para ver o lindo caminhão que comprara
depois de longos e árduos 20 anos de trabalho.
Era o primeiro que conseguia comprar
depois de tantos anos de sufoco e estrada.
A partir daquele dia, finalmente seria seu próprio patrão.
Ao chegar à porta de casa,
encontra seu filhinho de seis anos,
martelando alegremente a lataria do reluzente caminhão.
Irado e aos berros pergunta o que o filho estava fazendo e,
sem hesitar, completamente fora de si,
martela impiedosamente as mãos do garoto,
que se põe a chorar desesperadamente sem entender o que estava acontecendo.
A mulher do caminhoneiro corre em socorro do filho,
mas pouco pôde fazer.
Chorando junto ao filho,
consegue trazer o marido à realidade,
e juntos levam o garoto ao hospital para cuidar dos ferimentos provocados.
Passadas várias horas de cirurgia,
o médico desconsolado e bastante abatido,
chama os pais e informa que as dilacerações foram de tão grande extensão,
que todos os dedos da criança tiveram que ser amputados.
Porém, o menino era forte e resistia bem ao ato cirúrgico, devendo os pais aguardá-lo no quarto.
Ao acordar, o menino ainda sonolento
esboçou um sorriso e disse ao pai:
-Papai, me desculpe. Eu só queria consertar seu caminhão, como você me ensinou outro dia. Não fique bravo comigo.
O pai, enternecido e profundamente arrependido,
deu um forte abraço no filho e disse que aquilo não tinha mais importância.
Não estava bravo e sim arrependido de ter sido tão duro com ele
e que a lataria do caminhão não tinha estragado.
Então o garoto com os olhos radiantes perguntou:
- Quer dizer que não está mais bravo comigo?
- É claro que não! – respondeu o pai.
Ao que o menino pergunta:
- Se estou perdoado papai, quando meus dedinhos vão nascer de novo?

Nos momentos de raiva cega, machucamos as pessoas que mais amamos,
e muitas vezes não podemos “sarar” a ferida que deixamos.
Nos momentos de raiva, tente parar e pensar em suas atitudes,
a fim de evitar que os danos seja irreversíveis.
Não há nada pior que o arrependimento e a culpa.
Pense nisto!